Fuga e encontro, memória e imaginação
Talvez eu já tenha falado sobre a Irlanda do Norte nesse espaço. Talvez tenha, inclusive, descrito a experiência que vivi morando em um país tão distante de minha família. Talvez tenha até citado Barry, o menino a quem tinha a incumbência de zelar. Talvez haja mesmo tecido comentários acerca dos amigos que fiz, do trabalho realizado. Talvez, talvez... Independente dos "talvezes", minha última leitura ficou me cutucando internamente, solicitando que meus dedos logo corressem para o teclado do computador. "Os escritos secretos", de Sebastian Barry, escritor irlandês, foi o responsável pelo incômodo. Entre os anos de 2007 e 2008, uma exigência interna clamou para que eu me retirasse do ambiente em que me encontrava. Na época, perfazia meu caminho em uma faculdade no interior do estado, numa cidade não muito longe dos meus pais, irmã e amigos. Durante muitos anos, entretanto, retratei essa mesma exigência como um sonho de juventude de ...