Paula e uma lição de resignação
Paula , de Isabel Allende , foi sugestão de leitura de uma professora de inglês. Não me recordo da ocasião e data precisas em que a recomendação e leitura se deram, mas vasculhando um pouco a memória, é bem provável que isso tenha acontecido por volta dos meus 20 anos de idade. Lembro até hoje da capa do livro – o título aparecia em letras cursivas na coloração vermelha e logo abaixo vinha a foto em preto e branco da linda filha da autora chilena – e de como seu conteúdo foi tão impactante a ponto de eu também aconselhá-lo e emprestá-lo a uma amiga que, na época, fazia cursinho em São Paulo. Depois disso, nunca mais o vi. O tempo passou, mas o contexto geral da obra, na memória, ficou: Isabel escreve, tal qual um diário, sobre os dias em que fica ao lado de sua filha, Paula, que adoece gravemente por conta de uma doença chamada porfiria. Não só isso ficou, mas também a forma tão expressiva como a mãe-autora abre seu ínti...