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A ambivalência da maternidade

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    As coisas mais difíceis de falar são as que nós mesmos não conseguimos entender. Há alguns anos havia lido "A filha perdida", de Elena Ferrante, pseudônimo de uma autora italiana – sua identidade é mantida em sigilo – que trata sobre a ambivalência da maternidade. Hoje, por algum motivo que eu ainda não quero colocar para fora, resolvi retornar a ele. E essa frase, que termina o primeiro capítulo da obra, já traduziu muito do que se passa aqui dentro.     Ser mãe foi uma das minhas maiores aventuras. O maior risco que já tomei; o maior medo que já senti; a maior incerteza em meio a tantas incertezas dessa vida. Foi pensado sim, comigo mesma e com aquele que me acompanha há 14 anos, mas a decisão final – ter ou não ter? – necessitou de muita coragem. Aliás, a maior que eu tive até aqui.      A responsabilidade de cuidar de alguém. Esse foi o ponto crucial que impedia o meu querer. Eu acreditava que como eu não  sabia cuidar de mim direito, co...