O encanto pela dança
Nunca tive muito encanto pela dança. Aliás, dançar, para mim, sempre foi algo completamente fora de cogitação, sinto não fazer parte do meu biótipo, coordenação motora e personalidade. Minha irmã, entretanto, frequentava o ballet semanalmente, enquanto eu postava-me sentada a assistir os ensaios repletos de pliés e piruetas. A vontade de vestir collant ou calçar sapatilha não veio. E, na adolescência, as pistas de dança nunca foram atraentes, seja em festa de debutantes, casamentos ou formaturas. Ao ser convidada para ir a festivais de dança, sempre dava um jeitinho de negar. Se comparecia, não era muito por vontade. Mas, um dia, uma ocasião surgiu de maneira tão singela e repentina que fiquei pensando dias sobre a possibilidade de estar presente. O convite veio de uma de minhas amizades mais recentes e contava com um pano de fundo que sou apaixonada: o cinema. Ao chegar ao ginásio onde o espetáculo se daria, logo no estacion...